A arte de fazer menos e chegar mais longe
Essencialismo · Greg McKeown (2014)
Em 2014, o consultor Greg McKeown defendeu que o problema de quase todo mundo não é falta de tempo, e sim excesso de sim. Este é um mergulho nas 6 ideias centrais do livro, com exemplos brasileiros e um olhar crítico sobre quem pode e quem não pode dizer não. Não substitui a leitura: se fizer sentido, vale ler a obra.
Por que hoje: Com WhatsApp do trabalho tocando às 22h e três bicos para fechar o mês, escolher o que não fazer virou questão de saúde, não de produtividade.
Ideias adaptadas pela equipe Sabido · fonte original
Leia a primeira ideia de graça
Menos, porém melhor
Alemanha, anos 1960. Dieter Rams chefia o design da Braun e cria rádios, barbeadores e toca-discos com quase nenhum botão sobrando. Tudo o que não ajudava o objeto a funcionar ia embora. O lema dele, em alemão, era “menos, porém melhor”. Décadas depois, muita gente viu a influência de Rams nos aparelhos da Apple. McKeown pega esse lema emprestado e transforma em filosofia de vida.
A ideia central do essencialismo é que não dá para fazer tudo, e quem tenta fazer tudo acaba fazendo tudo pela metade. McKeown conta, ele mesmo, que no dia seguinte ao nascimento da filha foi a uma reunião com cliente, com a esposa e a bebê no hospital, porque achou que precisava. O cliente não valorizou o gesto. Ele perdeu um momento que não volta e não ganhou nada em troca.
O essencialista não pergunta “como faço tudo isso?”, e sim “o que é realmente essencial aqui?”. É a diferença entre a pessoa que aceita entrar em cinco comissões da igreja, do condomínio e da escola dos filhos e não entrega nenhuma bem, e a que escolhe uma e faz a diferença. Menos frentes, mais profundidade em cada uma.
Como aplicar hoje: Hoje, olhe sua lista de tarefas ou compromissos da semana e risque uma coisa que você só aceitou por obrigação ou culpa. Mande a mensagem cancelando ainda hoje.
As 6 ideias do livro
Menos, porém melhor
Tentar fazer tudo é a forma mais rápida de não fazer nada bem. Escolher poucas coisas e ir fundo é uma decisão, não um acidente.
Se não é um sim claro, é um não
Sim morno ocupa o lugar do sim grande. Quanto mais seletivo você é no que aceita, mais espaço sobra para o que importa.
A companhia aérea que se recusou a servir comida
Toda escolha tem um custo. Quem decide de propósito o que vai deixar de lado sai na frente de quem tenta fazer tudo.
O bilionário que tirava semana para não fazer nada
Sem tempo para pensar, quem decide sua agenda são os outros. Proteger espaço e sono é proteger sua capacidade de escolher.
Dizer não também é uma forma de respeito
Um não claro e gentil costuma valer mais do que um sim mal cumprido. O desconforto passa rápido; o sim errado, não.
Todo plano precisa de folga
A gente sempre subestima quanto as coisas levam. Folga no plano é o que protege o essencial quando o imprevisto chega.
Treine as 6 ideias como um jogo
Histórias de 5 minutos, quiz, sequência diária e álbum de figurinhas.
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Perguntas frequentes
Qual é a ideia principal de Essencialismo?
Tentar fazer tudo é a forma mais rápida de não fazer nada bem. Escolher poucas coisas e ir fundo é uma decisão, não um acidente.
Quanto tempo leva para aprender as ideias?
São 6 ideias de cerca de 5 minutos cada, umas 30 minutos no total, com quiz para fixar.
Como aplicar Essencialismo no dia a dia?
Hoje, olhe sua lista de tarefas ou compromissos da semana e risque uma coisa que você só aceitou por obrigação ou culpa. Mande a mensagem cancelando ainda hoje.