O caderninho que fez um fugitivo virar Benjamin Franklin
O caminho da riqueza + Autobiografia (as 13 virtudes) · Benjamin Franklin (1758)
Ele chegou a Filadélfia aos 17 anos, fugido, com uns trocados no bolso. Morreu como um dos homens mais admirados do mundo. Nesta trilha, juntamos o famoso discurso sobre dinheiro que ele escreveu em 1758 com o método de 13 virtudes que ele conta na Autobiografia.
Por que hoje: Num país de juros altos e parcelamento sem fim, os conselhos de um gráfico do século 18 sobre gasto pequeno e hábito diário continuam servindo para o boleto de hoje.
Obra em domínio público · fonte original
Leia a primeira ideia de graça
Três pães debaixo do braço
Outubro de 1723. Um rapaz de 17 anos desembarca em Filadélfia, fugido do irmão em Boston, onde era aprendiz de gráfica. Tem no bolso uma moeda holandesa e uns trocados de cobre. Com fome, pede três centavos de pão numa padaria e recebe três pães enormes. Sem espaço nos bolsos, sai andando pela rua com um debaixo de cada braço e comendo o terceiro. Esse rapaz é Benjamin Franklin.
Na porta de uma casa, uma moça o vê passar e acha a cena desajeitada e ridícula. Franklin, que conta isso na Autobiografia, concorda com ela. A moça era Deborah Read, que anos depois virou sua esposa. Ele termina o passeio dando os dois pães que sobraram a uma mulher com uma criança que tinha vindo no mesmo barco.
Anos depois, já dono de uma pequena gráfica e endividado, Franklin decidiu cuidar da reputação. Vestia-se com simplicidade, não era visto em lugares de diversão e às vezes levava o papel comprado para a gráfica num carrinho de mão, pelas ruas, para mostrar que não tinha vergonha do trabalho. Ele diz que fazia questão de ser trabalhador e também de parecer. Os comerciantes passaram a disputar o cliente.
Como aplicar hoje: Escolha hoje um sinal visível de que você é confiável no trabalho: responder o cliente no mesmo dia, chegar cinco minutos antes, mandar o relatório antes do prazo. Faça por uma semana e repare na reação das pessoas.
As 7 ideias do livro
Três pães debaixo do braço
Reputação se constrói com trabalho real e também com sinais visíveis dele. Franklin cuidou das duas coisas desde o começo.
Os impostos que o governo não cobra
Os impostos mais caros da vida são os que a gente cobra de si mesmo: preguiça, vaidade e compra por impulso. Concordar com isso é fácil; o difícil é lembrar na hora da oferta.
Um furo pequeno afunda um navio grande
Gasto pequeno e repetido é o furo que afunda o orçamento. Riqueza depende mais do controle do que do tamanho do salário.
13 virtudes, uma por semana
Mudar tudo ao mesmo tempo não funciona. Franklin escolheu uma virtude por semana, anotou as falhas todo dia e repetiu o ciclo.
Prefiro o machado manchado
Quando o esforço cansa, a gente começa a dizer que o manchado está bom. Franklin nunca chegou à perfeição, mas ficou bem melhor por continuar girando a roda.
Troque o certamente por me parece
Falar com certeza absoluta faz as pessoas resistirem. Dizer “me parece” abre espaço para a sua ideia ser aceita e para você mudar de ideia sem vergonha.
Peça um favor ao seu rival
Pedir um favor pequeno pode transformar um rival em aliado. Quem ajuda alguém tende a passar a gostar dessa pessoa.
Treine as 7 ideias como um jogo
Histórias de 5 minutos, quiz, sequência diária e álbum de figurinhas.
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Perguntas frequentes
Qual é a ideia principal de O caminho da riqueza + Autobiografia (as 13 virtudes)?
Reputação se constrói com trabalho real e também com sinais visíveis dele. Franklin cuidou das duas coisas desde o começo.
Quanto tempo leva para aprender as ideias?
São 7 ideias de cerca de 5 minutos cada, umas 35 minutos no total, com quiz para fixar.
Como aplicar O caminho da riqueza + Autobiografia (as 13 virtudes) no dia a dia?
Escolha hoje um sinal visível de que você é confiável no trabalho: responder o cliente no mesmo dia, chegar cinco minutos antes, mandar o relatório antes do prazo. Faça por uma semana e repare na reação das pessoas.